quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020
Jargões Códigos de Radio operadores
Nós rádio amadores e rádio cidadão PX usamos corriqueiramente códigos e jargões que já são usados desde de os primórdios do rádio amadorismo
Segue abaixo o código fonético Q, que por via de regra seria o único código aceito pelo Ministério das Comunicações. Também é usado na aeronáutica e na marinha.
QRA – Nome da Estação
QRG – Frequência em que opera.
QRH – Há variação na sua (na minha) modulação.
QRI – Tonalidade de transmissão: 1. Boa; 2. Variável; 3. Má.
QRK – Inteligibilidade dos sinais: 1. Má; 2. Pobre; 3. Regular; 4. Boa; 5. Excelente.
QRL – Estou ocupado.
QRM – Interferência por outra estação.
QRN – Interferência por estática.
QRO – Aumentar a potência.
QRP – Diminuir a potência.
QRQ – Manipular mais rapidamente.
QRS – Manipular mais lentamente.
QRT – Parar de transmitir.
QRU – Tem algo para mim?
QRV – À disposição.
QRW – A estação ... me chama em ... Mhz.
QRX – Quando é a minha vez de transmitir?
QRZ – Quem está chamando ? Dê seu prefixo.
QSA – Intensidade dos sinais.
QSB – Modulação com variação de sinal (FADING).
QSD – Transmissão defeituosa.
QSL – Tudo entendido.
QSM – Repita o ultimo câmbio.
QSN – Você me escutou ?
QSO – Contato direto ou indireto.
QSP – Retransmissão de mensagens.
QSU – Responda em ... Mhz.
QSV – Chame na frequência ...
QSW – Vou transmitir nessa frequência.
QSX – Escutarei na frequência.
QSY – Vou mudar de frequência, ... Mhz.
QSZ – Devo repetir a mensagem ?
QTA – Cancele mensagem anterior.
QTB – Vamos conferir mensagem.
QTC – Mensagem para você.
QTH – Local da estação.
QTO – Toalete.
Estes abaixo vem da operação em CW, curta e sugestiva, compare com a semelhança nos pontos e traços:
73 - um abraço [--... ...--]
51 - aperto de mão [..... .----]
88 - beijos [---.. ---..]
Estas abreviaturas usadas em fonia a seguir também vem do CW:
TKS - vem de Tanks (obrigado em inglês)
Outros jargões como: primeiríssimo (pai), cristal (esposa), cristalóide (filho(a)) são mais usadas na banda do cidadão (PX) mas muito rádio amadores veteranos as usam cotidianamente.
domingo, 26 de janeiro de 2020
O que é DDS
O DDS vem de Direct Digital Synthesis, o Digital se pronúncia (digitÓl), é um método empregado pelos sintetizadores de frequência usados para criar formas de onda arbitrárias a partir de um único oscilador de referencia. A forma de onde que se quer gerar é formada por pequenos seguimentos que vão se moldando em amplitude para formas as ondas em frequência e em forma conforme o desejado.
Acompanhe no diagrama acima como a onde é formada depois é limpa dos espúrios. Os projetos dos geradores de função permitem não só gerarem sinais dentro de um razoável espectro de frequência com de diversas formas de onda, pulso, diversos tipos de modulação e até mesmo ruídos e sinal de varredura.
Este gerador de função por exemplo permite gerar sinais senoides de até 5Mhz, outras formas de onda até 1Mhz, mas já vi anúncios de geradores de função que chegam até 60Mhz. Claro que para frequência maiores só com o método de oscilador VCO controlado por PLL (direto do inglês: oscilador controlado por fase).
Muito projetos se baseiam no AD9833 da Analog Devices, site com link abaixo, que recebem a devida programação faz um excelente trabalho desenhando as mais variadas formas de onda.
É possível encontrar kits prontos baseados no AD9833 com muita facilidade, uma boa possibilidade para realizar vários experimentos com baixo custo.
Com o AD9851 podemos chegar a frequências de 50Mhz a 70Mhz, mas veja bem que neste casso a frequência de clock deve ser bem maior, na casa de 180Mhz. Usa-se neste kits um cristal de 30Mhz que posteriormente vai para um circuito dobrado que multiplica por 6.
Pena que os kits usados para 11m são baseado no SI5351, mas barato mas não tem todos os recursos dos AD98xx da Analog Device
Comentário, criticas e sugestões sempre são bem vindos
73 extensivo a todos os teus
quarta-feira, 15 de janeiro de 2020
A Cobra da Dynascan
A Cobra era de propriedade da Dynascan quando o primeiro 148 foi produzido nos anos 70. Então a propriedade passou para a Uniden. Depois disso, a Cobra se separou da Uniden comprando a empresa imediatamente e a Cobra se tornou sua dona.
Os rádios Cobra produzidos pela Dynascan e pela Uniden são geralmente considerados de qualidade superior.
Malásia e Taiwan (por Uniden), 1975-1989. (descontinuado). A fábrica de Uniden tinha uma reputação de melhor controle de qualidade nos negócios quando eles mudaram a produção de CB de Taiwan no final de 1989.
A fabricação por país e Data:
- Feito no Japão, conector de alimentação branco, microfone lateral de pinos, (1975 a 1978).
- Feito em Taiwan e Unidem, conector de alimentação branco ROC da Taiwan com microfone lateral de 5 pinos, (1979 - 1989).
- Feito nas Filipinas (1989 - 1993) pela Uniden, segunda remessa nas Filipinas, microfone lateral.
- Feito na Malásia/Chicago UEA - (1994 - 1999), microfone lateral.
- Feito na China - (2001 - atual) microfone frontal. Mais de um fabricante tem uma fábrica nas Filipinas.
O primeiro nome era COBRA DYNASCAN CORPORATION e em 1993 mudou par COBRA ELECTRONICS CORPORATION, todos americanos montados na CHINATOWN
Fonte:
Postagem de WhatsApp
sábado, 11 de janeiro de 2020
DDS - O fim do PLL
Comecei a estudar sobre o assunto, lí muitos prós, alguns contras, mas realmente é a solução para muitos rádios parados por falta do PLL.
Inclusive já estou vendo que muito PLL acabão sobrando de rádios de que esta optando por uma maior cobertura de frequências que o simples chaveamento pode conseguir, mesmo trocando cristal do 2 oscilador.
Reparem que existem dois tipos de soluções mas modernas: a chave de 3 dígitos que pode ser dos -15 a 170, ou de -79 a 108, ou ainda de -143 a +44, trocando o cristal; outra é o famoso DDS que ainda precisa da placa de recepção.
Esta é chave 3 digitos

E é assim que fica o kit DDS, alem do já tradicional canal, pode ser configurado para mostra a frequencia e até mesmo o indicativo do proprietário.
Os contra temos a geração de ruidos oriundos das harmônicas dos processamentos digitas e do oscilador clock, 25Mhz, pode ser bem amenizadas se bem instalado.
Assim voltamos a usar as chaves do painel frontal que eram usadas para o CHUCRUTAMENTO, ou disponibilizamos para outras coisa como por exemplo controlar o echo ou o roger bip.
No demais o rádio continua funcionando igual, apenas um realimento no PA para poder cobrir o nov e amplo range de frequências de trabalho. Instalar requer além de instrumentação básica para o alimento, como um frequencímetro, um wattímetro e boa destreza no analisador de espectro para isolar e controlar os ruídos gerados
Comentário, criticas e sugestões sempre são bem vindos
73 extensivo a todos os teus
Inclusive já estou vendo que muito PLL acabão sobrando de rádios de que esta optando por uma maior cobertura de frequências que o simples chaveamento pode conseguir, mesmo trocando cristal do 2 oscilador.
Reparem que existem dois tipos de soluções mas modernas: a chave de 3 dígitos que pode ser dos -15 a 170, ou de -79 a 108, ou ainda de -143 a +44, trocando o cristal; outra é o famoso DDS que ainda precisa da placa de recepção.

E é assim que fica o kit DDS, alem do já tradicional canal, pode ser configurado para mostra a frequencia e até mesmo o indicativo do proprietário.
Os contra temos a geração de ruidos oriundos das harmônicas dos processamentos digitas e do oscilador clock, 25Mhz, pode ser bem amenizadas se bem instalado.
Assim voltamos a usar as chaves do painel frontal que eram usadas para o CHUCRUTAMENTO, ou disponibilizamos para outras coisa como por exemplo controlar o echo ou o roger bip.
No demais o rádio continua funcionando igual, apenas um realimento no PA para poder cobrir o nov e amplo range de frequências de trabalho. Instalar requer além de instrumentação básica para o alimento, como um frequencímetro, um wattímetro e boa destreza no analisador de espectro para isolar e controlar os ruídos gerados
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sexta-feira, 27 de dezembro de 2019
Cabo Coaxial - As artérias da Estação
Ultimamente tenho dado um valor e um cuidado muito grande a este componente da estação que não tinha antes: O CABO COAXIAL, tanto pelo seu custo como pela sua importância no funcionamento da estação.
Um cuidado básico que tenho agora é aplicar fita auto fusão nos conectores que ficam ao tempo e tampar qualquer corte ou raspão que apareça na capa do cabo, pois se entrar umidade por minima que seja já muda o desempenho da ligação antena - rádio. Já tenho um pilha de cabos que sucatei por que a malha esta oxidada; pior que perdi tempo tentando acertar ROE usando estes cabos e só depois de muito quebrar a cabeça tentando acertar a antena que me despertei para a fato que o cabo estava estragado.
Muitos antenistas afirmam que o cabo não precisa ter comprimento calculado, eu já penso que se é para ajustar uma antena usar um cabo o mais curto possível no comprimento harmônico apropriado ao tamanho da antena(meia onda, 1/4 de onda); depois de pronto usar o tamanho de cabo que for preciso. Eu me espelho nas grandes estações que as antena estão distante dezenas e até centenas de metros do estação, cabo grosso RG213 é claro mas não tem como controlar o comprimento deste.
Um cuidado básico que tenho agora é aplicar fita auto fusão nos conectores que ficam ao tempo e tampar qualquer corte ou raspão que apareça na capa do cabo, pois se entrar umidade por minima que seja já muda o desempenho da ligação antena - rádio. Já tenho um pilha de cabos que sucatei por que a malha esta oxidada; pior que perdi tempo tentando acertar ROE usando estes cabos e só depois de muito quebrar a cabeça tentando acertar a antena que me despertei para a fato que o cabo estava estragado.
Muitos antenistas afirmam que o cabo não precisa ter comprimento calculado, eu já penso que se é para ajustar uma antena usar um cabo o mais curto possível no comprimento harmônico apropriado ao tamanho da antena(meia onda, 1/4 de onda); depois de pronto usar o tamanho de cabo que for preciso. Eu me espelho nas grandes estações que as antena estão distante dezenas e até centenas de metros do estação, cabo grosso RG213 é claro mas não tem como controlar o comprimento deste.
Agora é ajustar a antena para ROE 1:1,5 ou menos, guardar este cabo e usar o comprimento que for preciso no sistema rádio- antena.
73 extensivo aos teus
Radio de Ondas Médias Marvel
Utiliza as seguintes válvulas:
- *6EA8/ECH81* -► RF
- *6K7* -► amplificadora de F.I.
- *6AV6* -► detetora
- *6V6* -► saída de áudio
Obviamente foi reformado ao longo dos anos, pois *desconfio que* as válvulas originais *deveriam ser* no padrão *6A7, 6K7, 6Q7, 6F6 e 80*, isso se não fosse no padrão *78, 78,75,42 e 80*. Apesar da modernização ter sido muito bem feita, há vestígios óbvios de substituição dos soquetes para o padrão miniatura, pois a ECH81 e a 6AV6 têm seus soquetes dentro de furos de tamanho maior.
Dá a impressão de ser realmente do final dos anos 30: gabinete de boa qualidade, falante com bobina de campo, variável de três seções marca MM, bobinas com pintura Wrinkle.Acima a direita o referido auto com bobina de campo, ou seja ao invés de um imã uma bobima para criar o campo magnético.
Vejamos agora as etiquetas:
domingo, 22 de dezembro de 2019
Como Calibrar um Canal de FI
Para calibrar o canal de frequência intermediária de um receptor AM, primeiramente é desejável de se ter um bom gerador de RF.
Sem esse instrumento qualquer tentativa de alinhamento é errônea; ou seja, funciona, mas sempre fora da especificação.
Também é preciso ter a informação do fabricante, sobre a frequência que esse canal filtra. Só para ilustração existem vários valores de frequência intermediária usados por diversos fabricantes: 450 kHz, 455 kHz, 460 kHz, 465 kHz, 470 kHz, 475 kHz, 480 sem contar com os mais antigos que tinham valores na casa dos 128 kHz como nos Philips "Matador".
Mas a grande maioria dos aparelhos fabricados após 1940 usaram a frequência de 455 kHz.
Supondo que você possa conseguir um gerador, e tenha a frequência correta...
Faça o seguinte:
1-) Ligue o gerador e o rádio e deixe funcionar pelo menos uns 10 minutos para que aqueçam e atinjam um nível de estabilidade (no caso dos valvulados).
2-) Ajuste o gerador à frequência especificada.
3-) Conecte o sinal do gerador à grade da válvula conversora em série com um capacitor de 50K.
4-) Ajuste o volume do receptor ao máximo.
5-) "Sintonize" o capacitor variável na posição de máxima capacidade (todo fechado)
6-) Receptor na faixa do ondas médias.
7-) Regule os trimmers ou núcleos de ferrite dos transformadores de FI para obter o máximo de sinal na saída, começando pelo 2º transformador, que é o que vai conectado ao diodo da válvula detectora.
Caso haja alguma regeneração, faça como descrito acima e dessintonize levemente (experimentando) um dos ajustes das F.I.'s.
Normalmente o alinhamento da F.I. mal feito pode levar a uma banda passante deficiente, ou seja, ou excessiva, quando a seletividade fica prejudicada, ou muito estreita, quando a resposta de áudio fica afetada na sua parte de alta frequência e o som fica grave demais. Muitas FI's devem ser ajustadas, não para o máximo de saída nas suas bobinas, mas com a chamada sintonia desencontrada, onde o circuito primário e o secundário têm ajustes diferentes, gerando uma banda passante mais adequada. Nos rádios menos sofisticados o ajuste para o máximo já é suficiente. De qualquer forma, não funciona o método do “ouvidômetro”, em especial porque o ouvido é logarítmico na sua resposta e então pequenas diferenças de nível não podem ser percebidas. Outro detalhe é que o AGC (ou AVC) do rádio deve ser retirado provisoriamente durante o ajuste (normalmente com um curto para a terra na sua tensão e com o menor nível possível no gerador para se evitar saturações porque, com ele, a saída tende a ser constante e prejudica a procura do valor máximo, mesmo com os equipamentos corretos.
Num circuito transistorizado o acoplamento deve ser feito através de um indutor a antena ou simplesmente por aproximação entre o Gerador e o Receptor?
Isso é outra coisa que passou “batido”, mas eu imaginava que era mais ou menos óbvio. O circuito de antena é sintonizado na RF de 550 a 1600 kHz e não é um bom ponto de se entrar com um sinal de 455 kHz. Num receptor simples pode até funcionar porque a rejeição da entrada não é total e, apesar da etapa conversora à frente, existe um certo acoplamento entrada-saída nessa etapa. Em receptores de qualidade, onde os misturadores são bi-balanceados, entrar o sinal de 455 pela antena simplesmente não funciona e o sinal tem de ser aplicado, por exemplo, na saída do misturador e com acoplamento muito fraco (pequeno capacitor). Mas repito: não se esqueça de obter os “mínimos” de sinal SEM o AVC (AGC).
O gerador deve ter a capacidade de ser modulado em AM, a maioria tem essa facilidade com um oscilador interno de 400 Hz. Ou 1 kHz. A máxima saída pode ser medida diretamente “em cima” do alto falante. O nível do gerador deve ser o suficiente para se obter um sinal bom que se monitora pelo áudio mesmo. Na medida em que for “afinando” a sintonia, pode ser necessário reduzir a saída do gerador para evitar a saturação de algum estágio do receptor. Talvez, se o gerador for mantido em um mínimo sinal o AGC nem vai atuar e poderá permanecer ativo.
Manter um sinal do gerador tal que o AGC não seja ativado não é muito fácil em alguns rádios.
Mas se o técnico que for alinhar não possuir o circuito do rádio para desativar o AGC corretamente é uma alternativa fazer o ajuste com o sinal mínimo. A maioria dos valvulados pode ter a linha de AGC ligada ao chassis e já está feito, mas nos transistorizados a linha do AGC tem uma tensão média que é a polarização dos transistores e não é possível desativar de forma igual. Então só com o esquema e conhecimento de como o AGC funciona nele para desligar ele de forma correta.
Mas tem de desativar na geração do AGC e não na linha de AGC, isto é, na retificação da RF cuja DC se soma à de polarização. Mas é bem mais enrolado de se fazer.
Tem uma quantidade enorme de rádios que a geração do AGC é feita pelo mesmo detector de 1/2 onda que também é o detector do áudio. Por isso sem o manual a coisa fica muito empírica e facilmente levando a um erro no processo.
O sinal de radiofrequência de F.I. proveniente do secundário do último transformador de RF é aplicado ao circuito detector. Os amplificadores de F.I. irão regular o ganho de amplificação do circuito, mantendo desta forma o nível de amplificação praticamente constante na saída do último transformador de F.I. e entregue ao detector. Para sinais fracos, o AGC de RF mantém o amplificador de RF na condição de máximo ganho. Na medida em que o sinal captado pela antena é mais intenso, o AGC de F.I. comanda a redução de ganho do estágio de F.I., enquanto que o amplificador de RF continua com o ganho máximo. Esta condição garante a melhor relação sinal/ruído para sinais fracos.
Exemplo, quero testar se o oscilador local de um receptor de 40m com conversão única e canal de FI em 455khz está funcionando. Sintonizo o rádio digital em 7000khz mais 455khz, ou seja 7455khz, e giro o dial do equipamento a ser testado na volta de 7mhz, se o oscilador local estiver ok, terei obrigatoriamente que ouvir o batimento no receptor digital. Este é um teste prático e muito útil. Também uso tal artifício, para verificar o funcionamento de osciladores fixos, por exemplo, uso muito,(usava), nos Delta 209 para ver se os osciladores fixos de 4133Khz e 5067Khz estão em funcionamento.
Cassiano PP5CS
Sem esse instrumento qualquer tentativa de alinhamento é errônea; ou seja, funciona, mas sempre fora da especificação.
Também é preciso ter a informação do fabricante, sobre a frequência que esse canal filtra. Só para ilustração existem vários valores de frequência intermediária usados por diversos fabricantes: 450 kHz, 455 kHz, 460 kHz, 465 kHz, 470 kHz, 475 kHz, 480 sem contar com os mais antigos que tinham valores na casa dos 128 kHz como nos Philips "Matador".
Mas a grande maioria dos aparelhos fabricados após 1940 usaram a frequência de 455 kHz.
Supondo que você possa conseguir um gerador, e tenha a frequência correta...
Faça o seguinte:
1-) Ligue o gerador e o rádio e deixe funcionar pelo menos uns 10 minutos para que aqueçam e atinjam um nível de estabilidade (no caso dos valvulados).
2-) Ajuste o gerador à frequência especificada.
3-) Conecte o sinal do gerador à grade da válvula conversora em série com um capacitor de 50K.
4-) Ajuste o volume do receptor ao máximo.
5-) "Sintonize" o capacitor variável na posição de máxima capacidade (todo fechado)
6-) Receptor na faixa do ondas médias.
7-) Regule os trimmers ou núcleos de ferrite dos transformadores de FI para obter o máximo de sinal na saída, começando pelo 2º transformador, que é o que vai conectado ao diodo da válvula detectora.
Caso haja alguma regeneração, faça como descrito acima e dessintonize levemente (experimentando) um dos ajustes das F.I.'s.
Normalmente o alinhamento da F.I. mal feito pode levar a uma banda passante deficiente, ou seja, ou excessiva, quando a seletividade fica prejudicada, ou muito estreita, quando a resposta de áudio fica afetada na sua parte de alta frequência e o som fica grave demais. Muitas FI's devem ser ajustadas, não para o máximo de saída nas suas bobinas, mas com a chamada sintonia desencontrada, onde o circuito primário e o secundário têm ajustes diferentes, gerando uma banda passante mais adequada. Nos rádios menos sofisticados o ajuste para o máximo já é suficiente. De qualquer forma, não funciona o método do “ouvidômetro”, em especial porque o ouvido é logarítmico na sua resposta e então pequenas diferenças de nível não podem ser percebidas. Outro detalhe é que o AGC (ou AVC) do rádio deve ser retirado provisoriamente durante o ajuste (normalmente com um curto para a terra na sua tensão e com o menor nível possível no gerador para se evitar saturações porque, com ele, a saída tende a ser constante e prejudica a procura do valor máximo, mesmo com os equipamentos corretos.
Num circuito transistorizado o acoplamento deve ser feito através de um indutor a antena ou simplesmente por aproximação entre o Gerador e o Receptor?
Isso é outra coisa que passou “batido”, mas eu imaginava que era mais ou menos óbvio. O circuito de antena é sintonizado na RF de 550 a 1600 kHz e não é um bom ponto de se entrar com um sinal de 455 kHz. Num receptor simples pode até funcionar porque a rejeição da entrada não é total e, apesar da etapa conversora à frente, existe um certo acoplamento entrada-saída nessa etapa. Em receptores de qualidade, onde os misturadores são bi-balanceados, entrar o sinal de 455 pela antena simplesmente não funciona e o sinal tem de ser aplicado, por exemplo, na saída do misturador e com acoplamento muito fraco (pequeno capacitor). Mas repito: não se esqueça de obter os “mínimos” de sinal SEM o AVC (AGC).
O gerador deve ter a capacidade de ser modulado em AM, a maioria tem essa facilidade com um oscilador interno de 400 Hz. Ou 1 kHz. A máxima saída pode ser medida diretamente “em cima” do alto falante. O nível do gerador deve ser o suficiente para se obter um sinal bom que se monitora pelo áudio mesmo. Na medida em que for “afinando” a sintonia, pode ser necessário reduzir a saída do gerador para evitar a saturação de algum estágio do receptor. Talvez, se o gerador for mantido em um mínimo sinal o AGC nem vai atuar e poderá permanecer ativo.
Manter um sinal do gerador tal que o AGC não seja ativado não é muito fácil em alguns rádios.
Mas se o técnico que for alinhar não possuir o circuito do rádio para desativar o AGC corretamente é uma alternativa fazer o ajuste com o sinal mínimo. A maioria dos valvulados pode ter a linha de AGC ligada ao chassis e já está feito, mas nos transistorizados a linha do AGC tem uma tensão média que é a polarização dos transistores e não é possível desativar de forma igual. Então só com o esquema e conhecimento de como o AGC funciona nele para desligar ele de forma correta.
Mas tem de desativar na geração do AGC e não na linha de AGC, isto é, na retificação da RF cuja DC se soma à de polarização. Mas é bem mais enrolado de se fazer.
Tem uma quantidade enorme de rádios que a geração do AGC é feita pelo mesmo detector de 1/2 onda que também é o detector do áudio. Por isso sem o manual a coisa fica muito empírica e facilmente levando a um erro no processo.
Como funciona o AGC/CAG
O sistema automático de ganho (AGC/CAG) de um circuito amplificador de F.I., a regulação é feita de tal forma que os sinais fracos são amplificados e os sinais fortes são atenuados, evitando a grande variação do nível de som reproduzido pelo rádio durante a mudança de sintonia.O sinal de radiofrequência de F.I. proveniente do secundário do último transformador de RF é aplicado ao circuito detector. Os amplificadores de F.I. irão regular o ganho de amplificação do circuito, mantendo desta forma o nível de amplificação praticamente constante na saída do último transformador de F.I. e entregue ao detector. Para sinais fracos, o AGC de RF mantém o amplificador de RF na condição de máximo ganho. Na medida em que o sinal captado pela antena é mais intenso, o AGC de F.I. comanda a redução de ganho do estágio de F.I., enquanto que o amplificador de RF continua com o ganho máximo. Esta condição garante a melhor relação sinal/ruído para sinais fracos.
Mais um pitaco
Me atrevo a dar um pitaco prático que há muito tempo me utilizo, para testar o oscilador local, uso um radinho portátil destes digitais, sintonizo na frequência que pretendo receber, mais a frequência de FI do equipamento que está sendo testado e giro o dial até encontrar no radinho digital.Exemplo, quero testar se o oscilador local de um receptor de 40m com conversão única e canal de FI em 455khz está funcionando. Sintonizo o rádio digital em 7000khz mais 455khz, ou seja 7455khz, e giro o dial do equipamento a ser testado na volta de 7mhz, se o oscilador local estiver ok, terei obrigatoriamente que ouvir o batimento no receptor digital. Este é um teste prático e muito útil. Também uso tal artifício, para verificar o funcionamento de osciladores fixos, por exemplo, uso muito,(usava), nos Delta 209 para ver se os osciladores fixos de 4133Khz e 5067Khz estão em funcionamento.
Cassiano PP5CS
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